Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

01
Jun18

Mini-cheesecakes de cereja e framboesa [para celebrar o Dia da Criança]

mini-cheesecake-cereja-framboesa_4.JPG

 

 

mini-cheesecake-cereja-framboesa-2a.jpg

mini-cheesecake-cereja-framboesa_12.JPG

 

O Dia da Criança é celebrado em diferentes datas por todo o mundo. Gosto que em Portugal seja a 1 de junho porque o bom tempo costuma ser garantido (hoje, só para me deixar fica mal, a meteorologia já nos brindou com chuviscos e temperaturas pouco primaveris). Num dia de sol há mais possibilidades de oferecermos aos miúdos atividades ao ar livre e há uma atmosfera mais descontraída e brincalhona no ar.

 

Mas o Dia da Criança não é apenas um dia de brincadeira e pretexto para mimar os mais novos. É também uma data em que nos devemos lembrar que há milhões de crianças em todo o mundo que não vão poder celebrá-lo. Uma realidade que não é de agora e que levou à Declaração Universal dos Direitos das Crianças pela ONU, em novembro de 1959, mais tarde desenvolvida e aperfeiçada na Convenção sobre os Direitos das Crianças, assinada em 1989.

 

Os meus rapazes já são adolescente e pré-adolescente, mas espero que nunca abandonem algumas das melhores coisas de ser criança: a curiosidade, a capacidade de alimentar o sonho, a alegria genuína, a bondade, e até uma certa inocência, que ajuda a que o mundo pareça um lugar bem mais apetecível.

 

Apesar de não assinalarmos o Dia da Criança com pompa e circunstância - não lhes damos presentes, por exemplo - todos os anos costumo preparar uma receita diferente e partilhá-la aqui no blogue. Como esta semana me ofereceram uma caixa de deliciosas cerejas de Resende, desta vez foram elas o mote. Até porque são um dos frutos que mais associo à minha infância: quem não se lembra de brincar com as cerejas e pendurá-las nas orelhas a fazer de brincos? Eu adorava fazer isso. E a seguir comê-las, claro.

 

E depois as cerejas são tão fotogénicas, que deixam qualquer sobremesa irresistível. Estes cheesecake em versão mini, perfeitos para comer à colher, não são exceção. Vaidosos e gulosos, são uma ótima sobremesa para preparar este fim de semana. A pensar nos miúdos e não só...

 

mini-cheesecake-cereja-framboesa_5.JPG

 

MINI-CHEESECAKES DE CEREJA E FRAMBOESA

Inspirados numa receita de Martha Stewart

 

Para 9

 

Para a base:

70 g de bolacha maria integral

30 g de manteiga derretida

 

Para o recheio

250 g de queijo creme

¾ de chávena de açúcar amarelo (ou a gosto, depende um pouco da acidez do queijo que usamos)

1 ovo L (usei um ovo caseiro e por isso ficaram tão amarelinhos ;)

1 colher de café de extrato de baunilha

1 pitada de sal

  

Para o coulis de cereja e framboesa:

70 g de cerejas descaroçadas e framboesas  (ou apenas um dos frutos)

1 colher de sobremesa rasa de açúcar amarelo (ou a gosto)

 

Pré-aqueça o forno nos 170º. Num robot de cozinha triture as bolachas e junte-lhes a manteiga derretida, formando uma espécie de areia fina húmida. Divida pelo fundo de 9 formas de papel colocadas num tabuleiro de queques – use o pilão de um almofariz para nivelar e comprimir esta base de bolacha.

Leve ao forno durante cerca de 5 minutos. Retire e deixe arrefecer.

Entretanto triture os frutos vermelhos e passe-os através de um coador fino, para obter um molho suave e homogéneo - talvez precise, a meio do processo, de empurrar o que fica agarrado na parede do copo e voltar a triturar. Junte a este coulis 1 colher de sobremesa de açúcar amarelo (ou a gosto). Reserve.

Com a ajuda de uma batedeira, misture o queijo creme com o açúcar e a pitada de sal. Junte a baunilha e o ovo e bata um pouco até estar homogéneo.

Distribua a mistura do queijo creme pelas formas de papel onde já colocou a base de bolacha. Com uma colher de café, verta algumas gotas do coulis de cereja e framboesa na superfície dos cheesecakes e, com a ponta de um palito, desenhe algumas espirais irregulares. Pode ser que não use o coulis todo, mas menos quantidade de fruta é difícil de triturar no robot).

Coloque o tabuleiro dos queques num tabuleiro de forno e encha o tabuleiro com água a ferver até cerca de metade da altura dos cheesecakes (eu prefiro encher o tabuleiro já no forno). Leve ao forno durante cerca de 30 minutos, rodando com cuidado os tabuleiros a meio da cozedura.

Retire do forno e com cuidado retire o tabuleiro de queques do tabuleiro com a água. Deixe arrefecer os cheesecake na forma sobre uma rede. Leve ao frio durante cerca de 4 horas antes de servir (a textura é muito suave e ainda que se possam comer à mão, retirando o papel, recomendo servir com uma colher.

 

Mais receitas giras para o Dia da Criança

24
Mai18

Bolo de banana, caramelo e chocolate [e a magia dos bolos bonitos]

RECEITA-BOLO-BANANA-CARAMELO.jpg

 

RECEITA-BOLO-BANANA-CARAMELOII.jpg

 

RECEITA-BOLO-BANANA-CARAMELO2.jpg

 

Há muito que não fazia um bolo alto, bonito, guloso. Normalmente faço-os para os aniversários da família, mas, ultimamente, ou não temos celebrado em casa ou outras pessoas têm ficado responsáveis pelo bolo da festa.

 

Já tinha saudades. Um bolo tem sempre algo de mágico. Símbolo de celebração, de gratidão, de mimo ou indulgência. E de desafio também. Há sobremesas vistosas, tentadoras e rebuscadas, mas o resultado final nunca me inquieta tanto como num bolo.

 

Fazer um bolo implica sempre um sentimento misto de excitação e ansiedade: será que untei bem a forma? Será que vai cozer por todo? E se fica seco? Será que vai desenformar bem e ficar perfeitinho? Depois vem a fase da escolha do prato, da decoração e dos detalhes, por mais simples que sejam. E apesar desta vez não haver nenhuma razão especial para fazer um bolo, ninguém a quem surpreender, soube-me bem olhar para o resultado final e ver que ficou tal como o tinha imaginado. Um orgulhinho bom, ainda que um pouco pateta: na verdade, é só um bolo!

 

Um bolo que comecei a magicar quando dei conta de que as bananas da fruteira estavam a ficar muito maduras (um dos sinais empíricos mais certeiros de que os dias estão mais quentes é as bananas amadurecerem a uma velocidade supersónica). Depois comecei a pensar nos sabores que tradicionalmente combinam com este fruto, como o chocolate, o caramelo, o coco... 

 

Para a massa peguei numa receita de cupcakes de caramelo do meu livro e decidi introduzir-lhe vários updates: a adição da banana e do chocolate negro, azeite em vez de manteiga, açúcar de coco em vez de açúcar normal... o recheio e a cobertura é uma mistura de mascarpone e crème fraîche adoçada apenas com o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas, mas já explico tudo na receita.

 

Como quase todos os bolos - se não mesmo todos - este também fica melhor no dia seguinte, por isso façam-no e decorem-no de véspera, guardando-no frigorífico. Gostei tanto do aspeto final do bolo, entre o rústico e o sofisticado, que me custou imenso parti-lo. Mas valeu a pena espetar-lhe a faca: sei que sou suspeita, mas... ficou delicioso!

 

 

RECEITA-BOLO-BANANA-CARAMELO-fatia.jpg

 

BOLO DE BANANA, CARAMELO E CHOCOLATE COM RECHEIO DE MASCARPONE E BANANA CARAMELIZADA

 

Para a massa:

3 ovos caseiros

120 g de azeite extravirgem suave

1 banana madura esmagada

100 g de açúcar de coco

135 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

50 g de chocolate negro picado grosseiramente

110 de açúcar de coco + água qb + 90 ml de leite morno (usei magro) - para fazer o molho de caramelo

 

Para o recheio e cobertura:

4 bananas maduras

1 fio de sumo de limão

1 colher de sobremesa de óleo de coco

2 colheres de sopa de açúcar de coco

1 ou 2 colheres de sopa de água

1 embalagem de mascarpone bem frio (250 g)

1 embalagem de crème fraîche ou natas p/ bater bem frias (200 g)

Lascas e raspas de chocolate e lascas de coco para decorar

 

Comece por preparar o caramelo para a massa dos bolos: leve o açúcar ao lume, junte um pouco de água, só para cobrir e ajudar a dissolver, e deixe caramelizar - o ideal é fazer isto num tachinho com tampa e deixar caramelizar tapado para manter a humidade; vá destapando e vigiando, sem mexer. Quando estiver a borbulhar e bem dourado, com cherinho a caramelo, retire do lume e junte com cuidado o leite morno, mexendo com um batedor de varas (vai borbulhar bastante, o tacho não deve ser muito baixo, para não se queimar).

 

Entretanto ligue o forno nos 180º e unte muito bem três formas de bolo redondas com 14 cm de diâmetro, forrando os fundos com papel vegetal e voltando a untar e a polvilhar com farinha (em alternativa, pode usar spray desmoldante).

 

Numa taça grande, bata o azeite com o açúcar e a banana esmagada. Junte os ovos, mexa bem e adicione a mistura de leite e caramelo. Envolva a farinha peneirada e o fermento. Por último, envolva o chocolate picado.

 

Divida pelas três formas e leve a cozer durante cerca de 30 minutos - vá vigiando e faça o teste do palito, para saber se estão cozidos. Passe uma faca pelas laterais das formas para soltar os bolos e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal.

 

Para caramelizar as bananas, corte-as em rodelas e regue-as com um fio de limão para não oxidarem. Numa frigideira grande antiaderente, coloque o óleo de coco, o açúcar e um pouco de água, deixe derreter e caramelizar um pouco. Junte as rodelas de banana e deixe-as caramelizar, virando-as a meio do processo - a ideia é manterem-se inteiras. Retire as rodelas com cuidado, com um escorredor, para um prato forrado com papel vegetal e aproveite o líquido/caramelo que ficou na frigideira - deve obter cerca de 2 colheres de sopa bem cheias de caramelo líquido. Deixe arrefecer.

 

Para fazer as lascas de chocolate, derreta 30 g de chocolate negro em banho-maria e espalhe-o sobre papel vegetal, alisando com uma espátula. Leve ao frigorífico até endurecer.

 

Entretanto, bata o mascarpone com o crème fraîche ou as natas (que devem ter várias horas de frigorífico) num chantilly firme, sem açúcar. Quase no final, junte o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas e volte a bater até estar bem ligado.

 

Para montar e decorar o bolo: coloque um dos bolos no prato de servir e espalhe uma boa camada do creme de mascarpone. Espalhe algumas rodelas de banana e coloque outro bolo em cima. Repita com uma camada de creme de mascarpone e outra de rodelas de banana. Coloque em cima o último bolo, faça uma camada generosa e relativamente uniforme com o creme de mascarpone e decore com mais algumas rodelas de banana, lascas de chocolate (parta o chocolate entretanto endurecido de forma irregular em pequenos estilhaços) e lascas de coco torrado.

 

Termine com raspas de chocolate feitas na hora (se não for para servir logo, pode deixar a decoração do topo para pouco tempo antes de servir - as raspas, sobretudo, faça-as e espalhe-as apenas antes de servir, para não serem absorvidas pelo creme).

 

Mais bolos de festa:

Bolo de Oreo

Bolo tipo Floresta Negra

Bolo de chocolate branco e framboesa

Bolo de chocolate decorado com fingers e smarties

Bolo de chocolate e grão-de-bico (sem farinha nem manteiga)

Bolo de iogurte, lima e limão

 

 

10
Mai18

Massa fresca de espinafres caseira [e as coisas cronicamente adiadas]

massa-fresca-espinafres.JPG

massa-fresca-espinafres-duo.jpg

massa-fresca-espinafres_8.JPG

 

Conhecem bem esta maquineta, certo? Pois bem, tenho uma cá em casa. Ainda com o plástico protetor e na caixa original. Por estrear, portanto. Há quanto anos? Há uns oito, bem à vontade.

 

Quantas vezes pensei em fazer massa fresca? Várias.

Quantas vezes fiz? Nenhuma. Ou melhor, nenhuma até à semana passada e descontando o workshop de massas frescas que fiz há uns anos na Escola de Hotelaria do Porto.

 

Em todo o caso ainda não foi desta que fiz massa fresca à séria. Ainda não foi desta que estreei a máquina.

 

Infelizmente isto não me aconteceu só com a massa fresca. Há inúmeras receitas que volta e meia penso em experimentar, mas depois acabo por cair na rotina e cozinhar muitas vezes a mesma coisa. Uma vergonha para quem se diz ser viciada em livros e revistas de cozinha. Digam-me por favor que não estou sozinha! 

 

A epifania da semana passada foi fruto de ter visto um episódio do Jamie em que ele fez estes "pici" (há quem diga que não são "pici" mas sim "trofie"). Estão no livro "Receitas Saudáveis para toda a família", que eu gostava de ter, mas não tenho (pode ser que o meu Pai Natal leia este post).

 

Antes de passarmos à receita, devo dizer que a textura desta pasta que parece feijão-verde não é perfeita, fica um pouco chewy, mas é tão simples e está tão carregada de espinafres, que isso passa a ser um detalhe com pouca importância. Mas a melhor prova de que vale a pena fazê-la e repeti-la é o facto dos meus dois adolescentes a terem devorado e a terem elogiado, sendo eles atualmente os meus comensais mais exigentes.

 

A versão das fotos, servida com um salteado de legumes, foi o meu almoço no dia em que fiz a massa. À noite, servi-a com molho de tomate caseiro e foi mesmo um sucesso.

 

Agora que ganhei um pouco de alento, acho que já não falta muito tempo para desembrulhar a máquina...

massa-fresca-espinafres_7.JPG

 

MASSA FRESCA DE ESPINAFRES FÁCIL C/ LEGUMES SALTEADOS

 

Para a massa (receita de Jamie Oliver):

300 de farinha T55 sem fermento (se tiver acesso a farinha italiana 00, ainda melhor)

200 g de espinafres baby (1 saco + 1 pouco)

 

Para o salteado de legumes:

(usei quantidades a olho, para cerca de 1/4 da massa obtida)

 

Alho

Cebola

Courgete

Pimento vermelho e amarelo

Tomate cereja

Azeite extravirgem

Vinho branco (opcional)

Piripiri em pó

Sal

Para servir: queijo parmesão, nozes/pinhões e manjericão (não tinha manjericão mas teria sido um ótimo acrescento) 

 

Para fazer a massa vai precisar de um robot de cozinha ou de um processador de alimentos, tipo liquidificador, potente.

Coloque a farinha no robot, junte as folhas de espinafres e triture até obter uma massa moldável: já está!

Retire e forme uma bola com a massa.

Enfarinhe a superfície de trabalho e vá tirando pedacinhos de massa de tamanho de berlindes: comece por fazer uma bolinha e depois estique-as até obter uma espécie de "minhoca", o que vai demorar pelo menos meia hora - se tiver ajudantes para esta tarefa, melhor!

 

Para o salteado de legumes, leve um fio de azeite a aquecer numa frigideira.

Junte a cebola e depois o dente de alho. Deixe cozinhar um pouco e junte a courgete e os pimentos cortados em cubos. De seguida adicione o tomate cereja cortado em metades. Tempere com um pouco de sal e piripiri.

Refresque com um pouco de vinho branco e deixe que os tomates comecem a murchar e a largar os sucos.

Entretanto, coloque ao lume uma panela com água e sal. Quando estiver a ferver, insira a massa e coza durante uns 10-15 minutos (achei o tempo que a receita original menciona - 5 minutos - insuficiente).

Se achar que o salteado está a ficar seco, junte-lhe um pouco de água da cozedura da massa. Prove e retifique os temperos.

Escorra bem a massa (reservando alguma água) e junte-a ao salteado, envolvendo bem e juntando um pouco mais de água da cozedura se achar necessário.

Junte um pouco de quejo parmesão ralado, envolva bem e sirva sapicado com o manjericão, os frutos secos e mais parmesão para quem quiser.

 

Mais receitas com legumes:

03
Mai18

Bolo de amêndoa [ou uma homenagem aos sabores mediterrânicos]

tarte-amendoa-azeite_1.JPG

 

tarte-amendoa-azeite_6.JPG

 

Uma das coisas de que mais gosto de fazer - se calhar até mais do que cozinhar - é folhear e ler livros e revistas de cozinha. Se possível com tempo, com calma, enquanto tomo o pequeno-almoço ou tomo um café a seguir ao almoço.

 

Foi o que aconteceu no passado feriado de 1 de maio. Um dos livros em que peguei nesse dia foi um presente que recebi no último Natal, a que ainda não tinha dado a devida atenção. Falo do Nigellissima, da voluptuosa Nigella Lawson, dedicado a receitas inspiradas na gastronomia italiana, da qual Nigella é fã (já somos duas).

 

Foram várias as receitas que me ficaram debaixo de olho e este bolo - que mais parece uma tarte - só foi a primeira, porque tinha claras no frigorífico a precisar de serem usadas. Confesso que quando a provei fiquei um pouco desiludida. Algo na textura não me deixava rendida. Mas todas as outras pessoas que a comeram - e foram várias - disseram que era "deliciosa" e "viciante", por isso o problema era eu e não a tarte.

 

Na verdade, no dia seguinte comi outra fatia e já me agradou muito mais (estou em crer que quase todos os bolos e sobremesas ficam melhor no dia seguinte).

 

O bom deste bolo, para além de ser saboroso e bonito, é que é um doce relativamente saudável: a gordura é azeite, só leva farinha de amêndoa e não leva gemas, apenas claras. Claro que temos o açúcar, que usei amarelo (a receita original pede açúcar em pó), mas quem for mais radical poderá experimentar com outros adoçantes mais interessantes do ponto de vista nutritivo.

 

Ah! A Nigella usa laranja para aromatizar a tarte, mas eu preferi o limão, por adorar limão e achar que lhe dá um toque ainda mais mediterrânico. Também cortei um pouco ao açúcar...

 

Bom fim de semana!

tarte-amendoa-azeite_5.JPG

 

BOLO DE AMÊNDOA, AZEITE E LIMÃO

Adaptado do livro Nigellissima, de Nigella Lawson

 

8 claras

120 g de açúcar amarelo

Raspa de 1 limão

120 ml de azeite extravirgem suave

150 g de amêndoas moídas

1 colher de chá de fermento em pó

75 g de amêndoas laminadas

Açúcar em pó e canela em pó para polvilhar

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte uma forma de fundo amovível com manteiga ou com azeite e polvilhe com farinha (ou com farinha de amêndoa/amêndoas moídas).

Bata as claras em castelo e quando começarem a ficar firmes junte o açúcar aos poucos, continuando a bater até obter uma mistura espessa e brilhante.

Junte a raspa de limão e de seguida vá intercalando a adição do azeite e da farinha de amêndoa/amêndoas moídas.

Verta para a forma e espalhe por cima as amêndoas laminadas.

Leve a cozer durante cerca de 35 minutos - vá vigiando, o palito deve sair seco ou apenas com algumas migalhas grossas agarradas.

Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma rede.

Retire o aro e polvilhe com uma mistura a gosto de açúcar em pó e canela. Está pronta a servir.

 

 Mais receitas com amêndoa:

27
Abr18

Nachos caseiros [ou um viva aos fins de tarde luminosos]

nachos-caseiros-3_1.JPG

nachos-caseiros-3.JPG

nachos-caseiros-1.JPG

 

Provavelmente, quando este texto for publicado o dia vai estar cinzento e chuvoso. Afinal, estamos em abril, mês de meteorologia incerta. Mas os últimos dias foram tão generosos em termos de sol, que já só penso naqueles fins de tarde preguiçosos, que mesmo durante a semana, em dias de trabalho, permitem uma pausa de dolce far niente na varanda.

 

Uma cerveja gelada ou um copo de vinho branco fresquinho, uns petiscos, o sol a pôr-se devagarinho e não preciso de mais nada para um momento perfeito. Melhor, só se os salgadinhos ou os petiscos forem caseiros, certo?

 

Uma das minhas entradas preferidas para o tempo mais quente é o guacamole (podem clicar aqui para ver a minha receita de guacamole), servido com nachos. Acontece que estes aperitivos de compra são tudo menos saudáveis, sobretudo devido ao elevado teor de sal.

 

A boa notícia é que é muito, muito fácil, fazer nachos caseiros! Descobri isso ao experimentar uma receita de crackers de milho que a Teresa Cameira, de A Cozinha da Ovelha Negra, partilhou no Instagram.

 

A minha versão não leva sementes de linhaça moída (porque não li a receita direito e só reparei depois) e é mais condimentada, mas esta é uma receita que permite muitas variações nas especiarias e nas ervas. E é incrivelmente rápida de fazer.

 

Ficam muito saborosos e estaladiços, numa palavra: viciantes! E como vem aí o fim de semana, nem sequer temos a desculpa da falta de tempo para usar aperitivos de compra 😝

 

nachos-caseiros-3.JPG

NACHOS CASEIROS

(a partir de uma receita de Teresa Cameira/ A Cozinha da Ovelha Negra)

 

140 g de farinha de milho

60 g de azeite suave

60 g de água

1 colher de chá de sal fino

1 colher de chá de caril em pó (vai reforçar o tom amarelo dos nachos)

1 colher de chá de paprika fumada

1 boa pitada de pimenta preta acabada de moer

1 colher de sopa de coentros secos

 

Ligue o forno nos 190º.

Numa taça misture todos os ingredientes e forme uma bola (fica uma massa um pouco quebradiça, mas não se preocupe). Divida em duas partes.

Coloque uma das metades no centro de uma folha de papel vegetal, dê-lhe a forma de um quadrado achatado.

Cubra com outra folha de papel vegetal e estique a massa com o rolo, até obter uma espessura entre 1 e 2 mm.

Retire a folha de papel vegetal de cima, passe para um tabuleiro de ir ao forno e, com uma faca, faça marcas na massa: faça um quadriculado grande e depois marque linhas na diagonal, de forma a obter triângulos.

Leve ao forno entre 12 e 15 minutos - vá vigiando.

Retire e deixe arrefecer.

Repita com a restante massa.

Sirva de seguida ou guarde em frascos herméticos.

 

Para ver a receita de guacamole, é só clicar aqui.

 

Mais receitas de salgadinhos e petiscos:

 

20
Abr18

Obras: o resultado final [Fotos]

obras-o-resultado-final-fotos5.jpg

obras-o-resultado-final-fotos7.jpg

obras-o-resultado-final-fotos6.jpg

Todas as fotos deste post são de Ivo Tavares, do Ivo Tavares Studio. O projeto de arquitetura foi da autoria de Ren Ito Arq. O projeto e o mobiliário da cozinha são da empresa J. Dias. Nenhuma destas referências é patrocinada.

 

O prometido é devido. Apesar de já vos ter mostrado algumas fotos da cozinha e alguns detalhes da sala, disse que um dia vos revelaria o resultado final.

 

Já tinha tirado algumas fotos assim que a casa ficou composta (esteve muitas semanas sem candeeiros, por exemplo, e continuo sem cortinados na sala), mas quando o Ren mostrou interesse em trazer cá um fotógrafo profissional, resolvi esperar pelo resultado dessa sessão fotográfica.

 

Afinal, quem sabe, sabe, e as fotos ficaram espetaculares (digamos que a casa também estava especialmente limpa e arrumada nesse dia 😆 Agora a sério, parabéns ao Ivo Tavares, pelas fotos incríveis).

 

Como fui desabafando, até chegar aqui foram precisos cinco meses de obras que pareceram uma eternidade. Depois de outros tantos meses (na verdade, mais de um ano) de projeto, orçamentação, escolha de materiais... O meu marido diz que quer voltar a fazer obras para poder pôr em prática tudo o que aprendeu neste processo. Eu digo que tão cedo não me meto noutra.

 

E, imaginem, só fizemos obras na área social do apartamento: hall de entrada, cozinha e sala. Nem sequer foi fazer uma casa. Mas pronto, não era apenas um refresh. As madeiras do hall foram todas raspadas e pintadas de branco (eram castanhas, como continua na área dos quartos 😕); o teto falso foi uniformizado e passou a existir em toda a área; as portas da cozinha, da sala e da lavandaria são novas; a cozinha é nova de uma ponta à outra (resistiram apenas os eletrodomésticos), os armários embutidos da sala também; metade da parede (à altura) entre a sala e a cozinha foi abaixo e substituída pelo painel envidraçado; o chão foi todo lixado e envernizado de novo...

 

Mas valeu a pena. Ainda faltam alguns apontamentos de decoração. Quero um quadro grande para a cozinha (parede ao lado da porta); a calha para quadros (no topo da parede da tv) ainda está sem nada pendurado; faltam cortinados e uns cadeirões, pelo menos. Mas, definitivamente, já nos sentimos em casa. E isso é mesmo bom 💛.

 

obras-o-resultado-final-fotos10.jpg

 obras-o-resultado-final-fotos2.jpg

obras-o-resultado-final-fotos15.jpg

obras-o-resultado-final-fotos9.jpg

obras-o-resultado-final-fotos3.jpg

obras-o-resultado-final-fotos0.jpg

 

Mais fotos aqui

 

Outros posts em que falo da cozinha e sala novas:

12
Abr18

Arrufadas sem arrufos [receita de arrufadas de batata-doce e cenoura]

arrufadas-batata-doce-blog.jpg

arrufadas-batata-doce_14.JPG

arrufadas-batata-doce-mix.jpg

 

Gosto cada vez mais de fazer pão em casa. Ainda me falta entrar na aventura da fermentação lenta, da massa-mãe e do pão sourdough, mas lá chegarei.

 

Por agora vou fazendo receitas mais simples. E confesso que quando vejo alguma receita de pão daquelas que se comem com os olhos, seja numa revista em papel ou num blog, tenho de me controlar para não ir logo para a cozinha pôr as mãos na massa. E tenho um fraquinho - acho que se nota pelas receitas que tenho colocado aqui - pelos pães de leite ou pães doces. Ainda que não sejam o produto de padaria mais saudável, eu sei.

 

Foi o que me aconteceu com as arrufadinhas de batata doce que vi no Frango do Campo, o blog da querida Naida, na altura da Páscoa. Tinham um ar tão yummy. E ainda por cima levavam batata-doce, um dos meus ingredientes favoritos. Tinha de experimentá-la.

 

Ontem foi o dia. Até porque este tempo fora de tempo, com a chuva e o frio a fazerem-se de convidados todos os dias desta primavera adormecida, se aguenta melhor com o forno ligado.

 

Não fiz grandes alterações à receita original, apenas troquei 50 g de batata-doce por 50 g de cenoura (porque a minha batata-doce, assim como a da Naida, era de polpa branca e eu queria dar-lhe um tom alaranjado, o que acabou por não acontecer), e usei leite de vaca em vez de leite de soja. Ah, e vêem aquelas arrufadas com umas marcas na superfície, uma espécie de cruz? Foi para marcar as três arrufadas onde escondi um quadrado de chocolate... gulosa é o meu nome do meio, não há remédio 😆

 

Devo dizer-vos que ficaram deliciosas. A batata-doce confere uma humidade maravilhosa à massa, que fica com uma "migalha" fantástica. A repetir e a explorar as suas variantes, pois pareceu-me uma massa bastante versátil. Vem aí o fim de semana - que tal aproveitar para mimar a família com uma fornada destas riquezas?

 

Bom fim de semana!

arrufada-batata-doce-mix2.jpg

 

ARRUFADAS DE BATATA-DOCE E CENOURA

Para 9, grandinhas

 

150 g de batata doce cozida

50 g de cenoura cozida

120 ml de leite meio-gordo
40 g de manteiga à temperatura ambiente
25 g de fermento de padeiro
1 ovo
1 colher de chá de sal
30 g de açúcar amarelo
400 g de farinha
9 quadrados de chocolate (opcional)
1 ovo batido para pincelar
Açúcar em pó para polvilhar
 
Descasque a batata-doce e a cenoura e leve a cozer com um fundo de água (a cenoura demora mais a cozer, como não a coloquei a cozer antes da batata-doce, acabou por não ficar muito bem triturada, mas não fez diferença).
Triture para obter um puré. Reserve.
 
Desfaça o fermento de padeiro num pouco de água morna (aí umas 2 colheres de sopa de água).
Numa bacia, misture o puré, o leite, o açúcar, a manteiga e o fermento desfeito na água morna.
Junte o ovo, o sal e a farinha, misturando tudo muito bem.
 
Amasse um pouco até obter uma massa macia e uniforme, forme uma bola, coloque-a na bacia, tape e deixe levedar cerca de 1 hora ou até duplicar o tamanho (embrulhar a bacia numa manta ou usar esta bacia - tenho uma, oferecida por uma amiga, ajuda).
 
Com as mãos enfarinhadas, vá formando pequenas bolas - se quiser, coloque um quadrado de chocolate no interior de cada bola, rodando e fechando completamente a massa.
Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Tape com um pano e deixe levedar mais 20 ou 30 minutos.
 
Entretanto ligue o forno nos 180ºC.
Pincele os pãezinhos com ovo batido e leve ao forno durante cerca de 30 minutos ou até estarem bem dourados e cozidos. Se achar que estão a ficar escuros demasiado depressa, tape com folha de alumínio.
Para transformar os pães em arrufadas, polvilhe-os com açúcar em pó.
 
Mais receitas de pães de leite ou pães doces:
 
 
 
06
Abr18

Sobremesa de conforto [receita de tiramisù de castanha]

tiramisu-castanha_6.JPG

tiramisu-castanha_3.JPG

tiramisu-castanha_1.JPG

 

Se há coisa de comer que deixa o provador-mor cá de casa feliz são crepes com doce de castanha. Mas a verdade é que há muito tempo - diria anos - que tal não aparecia nos menus cá de casa.

 

No último Dia do Pai, resolvi fazer uma surpresa: comprei o doce de castanha da Bonne Maman, que é delicioso, fiz uma massa de crepes com antecedência - tenho reparado que a massa de crepes, quando repousa algumas horas no frigorífico, fica ainda melhor -  e foi a nossa sobremesa no jantar desse dia, para grande alegria do homenageado.

 

Mas não gastei o frasco todo - na verdade, tinha comprado dois frascos, just in case 😆 - e como uma vez aberto não aguenta muito tempo, decidi que estava na hora de experimentar o tiramisù de castanha do blogue Coco e Baunilha, uma sobremesa linda, daquelas de criar água na boca, que também já tinha conquistado o Célio, do Sweet Gula.

 

Preparei o tiramisù a pensar no domingo de Páscoa, que passámos na aldeia. Só vos posso dizer que fez o maior sucesso. Como a Patrícia diz, é uma sobremesa do demo, o que, se pensarmos bem, torna-a numa escolha um pouco herege para a Páscoa, ehehehe.

 

Apesar de a ter fotografado, tinha pensado inicialmente em não publicá-la, pelo menos para já, uma vez que é uma sobremesa um pouco invernosa e já só ansiamos por sabores frescos de primavera. Mas já viram como está o tempo hoje? Pelo menos aqui no Norte, está daqueles dias em que só apetece ficar em casa, a preguiçar.

 

E parece que o fim de semana vai continuar assim, aborrecido. Por isso, aqui fica uma sugestão de 'sobremesa de conforto', para enganarmos este inverno que nunca mais acaba.

 

Com chuva ou sem chuva, com mais ou menos preguiça, bom fim de semana!

 

tiramisu-castanha_4.JPG

 

TIRAMISÙ DE CASTANHA

Receita ligeiramente adaptada do blog Coco e Baunilha

 

Para uma forma quadrada de 20 cm

 

24 palitos La Reine

500 g de queijo mascarpone (2 embalagens)

3 ovos grandes

60 g de açúcar amarelo

1/2 colher de café de essência ou extrato de baunilha

Vinho do Porto qb

1 chávena almoçadeira de café frio

Cerca de 6 colheres de sopa de creme de castanha (usei da Bonne Maman)

 

Para a cobertura:

200 ml de natas para bater (1 pacote, que deve estar bem frio)

100 g de creme de castanha

Cacau em pó para polvilhar

 

Forre a forma com papel vegetal, de forma a sobrar papel à altura das laterais (usei duas tiras de papel), para que depois seja mais fácil desenformar (untar a forma com manteiga ajuda a colar o papel - ótima dica do Célio, do Sweet Gula).

Separe as gemas das claras.

Bata as gemas com o açúcar e o mascarpone.

Bata as claras em castelo e envolva-as na mistura anterior, com suavidade.

Disponha uma camada deste creme no fundo da forma (cerca de 1/3 do creme).

Junte um fio de vinho do Porto ao café e vá molhando aí os palitos La Reine, fazendo uma camada de palitos por cima do creme.

Espalhe cerca de 3 colheres de sopa do creme de castanha por cima dos palitos.

Faça mais uma camada do creme de ovos e mascarpone.

Repita com os palitos embebidos no café e o doce de castanha.

Termine com uma camada da mistura de ovos e mascarpone.

Alise e bata na bancada para retirar eventuais bolsas de ar.

Tape com película aderente e leve ao congelador (o ideal é fazer esta sobremesa de véspera).

 

Retire o tiramisù do congelador algumas horas antes de servir, desenformando-o e mantendo-o no frio.

Pouco antes de servir, prepare e aplique a cobertura: bata as natas em chantilly (sem açúcar).

Adicione suavemente o creme de castanha e disponha-o no tiramiù com a ajuda de um saco e bico pasteleiro.

Polvilhe com cacau em pó. E reze para conseguir comer só uma fatia!

 

29
Mar18

Caça às bolachas [receita de bolachas decoradas de Páscoa]

pascoa-bolachas3.jpg

pascoa-bolachas.jpg

 

Cá por casa, já não se fazem bolachas a várias mãos como antigamente. Os rapazes estão no início da adolescência e, se for para me ajudar a cozinhar, preferem que seja com um prato salgado ou uma sobremesa "a sério" e não a preparar guloseimas com um toque infantil. Mas eu sou uma romântica e uma naïf e continuo a adorar estes pequenos mimos.

 

Estas bolachas são uma receita que tinha preparado para o capítulo da Páscoa do meu livro, "Estava Tudo Ótimo!", mas este tema acabou por não entrar por limite de paginação. São tão simples de fazer e decorar - e ficam tão boas e estaladiças - que achei que mereciam ter lugar aqui no blogue. E também porque sei que muitos de vocês têm filhos pequenos em casa e fazer bolachas por estes dias de férias escolares - e de meteorologia pouco simpática - é um ótimo programa em família.

 

Aqui fica a receita, com os meus votos de Boa Páscoa!

 

pascoa-bolachas2.jpg

 

BOLACHINHAS DE MANTEIGA DECORADAS

 

Esta é a minha receita favorita para bolachas feitas com cortadores: consigo estender a massa bem fina e ficam muito estaladiças. Se quiser decorá-las de forma mais complexa, como por exemplo com pasta de açúcar ou uma camada completa de glacé, faça-as com mais espessura.

 

Para cerca de 60 bolachas de tamanho médio:

300 g de farinha de trigo sem fermento

150 g de açúcar amarelo

140 g de manteiga fria cortada aos pedaços

1 ovo L

 

Para decorar:

Confeitos de açúcar coloridos

Bisnaga de glacé/Lápis pasteleiro (ou um pouco de glacé caseiro)

Fio ou fitas para pendurar

 

Para além dos utensílios habituais para este tipo de receita (tabuleiro, rolo, cortadores... irá precisar de uma palhinha de plástico, para furar as bolachas)

 

Coloque todos os ingredientes numa taça e misture-os com as pontas dos dedos, até obter uma massa ligada.

Amasse só até que fique uniforme.

Divida em duas porções, dê-lhes a forma de um cilindro, envolva-as separadamente em película aderente e leve ao frigorífico cerca de 30 minutos.

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Retire a massa do frigorífico e retire um dos discos.

Polvilhe com farinha a superfície de trabalho e o rolo, e estique a massa até obter a espessura que pretende. Para estas bolachas, a minha massa esticada tinha entre 1 mm e 1,5 mm de espessura.

Veja se a massa está a descolar bem da superfície de trabalho ou se tem de colocar mais farinha.

Faça as bolachas com os cortadores (passar o cortador por farinha ajuda a um corte mais limpo e a que a bolacha se destaque mais facilmente da massa) e coloque-as, ligeiramente separadas entre si, num tabuleiro antiaderente ou forrado com papel vegetal.

Irá precisar de pelo menos dois tabuleiros, para que enquanto um está no forno, possa preparar outra rodada de bolachas.

Com uma palhinha de bebida, fure as bolachas, retirando um pouco de massa no local onde vai querer passar a fita.

Leve ao forno cerca de 12 minutos (a primeira fornada é capaz de precisar de mais alguns minutos).

Retire quando estiverem a dourar dos lados e sentir que o centro também está cozido.

Com a ajuda de uma espátula, retire-as para uma rede e deixe arrefecer.

Proceda de igual maneira para a outra dose de massa ou então, pode congelá-la para usar mais tarde.

Antes de decorar, passe os pedaços de fio ou fita pelas bolachas.

Pegue com cuidado numa bolacha e espalhe pontinhos de glacé, colando nestes os confeitos de açúcar, intercalando as cores.

 

Se não tiver uma bisnaga de glacé ou um lápis pasteleiro (à venda nos hipermercados), faça um glacé rápido com açúcar em pó e sumo de limão e use um pincel fino. Repita com as restantes bolachas, deixando secar antes de guardar numa caixa hermética, caso não as vá usar logo.

 

Outras receitas de bolachas, igualmente fáceis e deliciosas:

 

22
Mar18

Perdoar o mal que faz pelo bem que sabe [receita de rolinhos caramelizados de canela e nozes]

rolinhos-canela.JPG

rolinhos-canela_8.JPG

 

Lembram-se de ter elogiado muito a massa de brioche do post anterior? De que era pouco calórica face às receitas tradicionais? Pois, isso continua verdadeiro, desde que não façamos com ela rolinhos caramelizados de canela e nozes!

 

Os cinnamon rolls são uma criação de pastelaria muito fotogénica e apetecível, que inunda os feeds do Pinterest e do Instagram, sobretudo no outono e no inverno. E são uma das utilizações sugeridas no livro Artisan Bread in Five Minutes a Day para a massa de brioche de que vos falei no post anterior.

 

Como contei no post, esta é uma massa que para além de não dar trabalho a fazer, rende bastante e, por isso, depois da trança de brioche com chocolate e de uns pães e croissants que moldei com os meus rapazes - dos quais não há registo fotográfico - ainda tinha massa no frigorífico.

 

Não resisti a experimentar estes rolinhos caramelizados de canela e nozes, cujo caramelo é feito no forno ao mesmo tempo que cozem: são uns rolinhos de canela invertidos, que no final dispensam qualquer outra cobertura. O aroma que vai saindo do forno é irresistível e o sabor não fica atrás.

 

Se são o lanche mais saudável do mundo? Não. É mesmo daqueles casos em que a expressão popular "perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe" assenta que nem uma luva. E como "uma vez não são vezes", aqui fica a receita para que vocês também possam pecar um bocadinho 😆

 

rolinhos-canela_11.JPG

rolinhos-canela_9.JPG

 

ROLINHOS CARAMELIZADOS DE CANELA E NOZES (CARAMEL CINNAMON ROLLS)

Ligeiramente adaptado do livro Artisan Bread in Five MInutes a Day

Faz cerca de 8 rolos

 

1 porção de massa de brioche do tamanho de uma toranja (receita da massa de brioche aqui)

 

Para o caramelo

5 colheres de sopa de manteiga amolecida

Cerca de 30 metades de noz (a receita original pede nozes pecan)

1/2 chávena de açúcar mascavado (usei mascavado escuro e julgo que foi por isso que o caramelo ganhou esta cor intensa)

 

Para o recheio

4 colheres de sopa de manteiga bastante amolecida

1/4 de chávena de açúcar amarelo

1 colher de chá de canela em pó

1 pitada de noz moscada

1 mão-cheia de nozes grosseiramente picadas

 

Comece por fazer o topping de caramelo: misture bem a manteiga com o açúcar e barre este creme pelo fundo de uma forma redonda com cerca de 22 cm de diâmetro, espalhando depois as metades de nozes (não use uma forma de fundo amovível, para evitar que no forno o caramelo escorra pelas ranhuras). Reserve.

 

Partindo do princípio que tem a sua massa de brioche sem amassar no frigorífico, ou que acabou de fazê-la e já repousou o período inicial, destape o recipiente, polvilhe a superfície da massa com um pouco de farinha e retire a porção indicada de massa. Se ainda sobrar massa, volte a tapar o recipiente (pousando a tampa e não fechando hermeticamente) e guarde-o no frio.

 

Faça uma bola com as mãos e, numa superfície de trabalho muito bem enfarinhada, estique a massa até obter um retângulo com uma espessura de cerca 3 mm. Pode ter que enfarinhar o rolo e ir enfarinhando a superfície, para a massa não colar.

 

Agora prepare o recheio: misture bem a manteiga com o açúcar e as especiarias, barre a massa com esta mistura e polvilhe com as nozes picadas. Forme um rolo, enrolando a partir de um dos lados mais compridos. Parta em 8 fatias iguais e acomode-as no centro da forma (vai sobrar muito espaço à volta, mas os rolos irão crescer bastante, tanto durante a levedura como no forno).

 

Tape com película aderente e reserve num local ameno até ficar com cerca do dobro do tamanho (se estiver frio, pode demorar umas duas horas - para acelerar o processo, pode embrulhar a forma numa manta polar).

 

Pré-aqueça o forno nos 180º. Retire a película da forma e leve ao forno durante cerca de 35 minutos ou até estar bem dourado.

 

Retire do forno; com cuidado para não se queimar, passe uma faca à volta e pelo fundo dos rolos para os soltar, e desenforme, com cuidado para não se queimar, para o prato de servir. Deixe arrefecer um pouco antes de provar!

 

Outras receitas gulosas:

Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culinária Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2004
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D