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Lume Brando

14
Dez17

Comer o que é nosso [Bochechas de porco com cenoura e vinho do Porto]

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Aqui em casa come-se de tudo. Felizmente, não há alergias nem intolerâncias alimentares. E se muitas vezes digo que podia ser vegetariana, a verdade é que gosto demasiado da cozinha tradicional portuguesa – e do Anthony Bourdain também 😂 - para abandonar a proteína animal.

 

Assim, e ainda que o porco não seja o tipo de carne mais habitual cá em casa, de vez em quando rendo-me a uns suculentos rojões, a umas costelinhas ou às minhas almôndegas de salsicha fresca.

 

Para mim, tão ou mais importante do que o tipo de carne, é a origem desta e, por isso, tento comprar apenas carne portuguesa, de produção sustentável e certificada. Como é o caso da carne de porco com o selo “porco.pt”, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), para distinguir a melhor carne de porco nacional.

 

Para que os produtores possam exibir este selo de qualidade, devem cumprir várias regras, nomeadamente a criação dos animais em condições de bem-estar e alimentados à base de cereais, entre outras especificações homologadas pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

 

Desafiada pela FPAS a cozinhar um prato cujo ingrediente principal fosse carne com selo “porco.pt”, trago-vos umas bochechas de porco. Apesar de não serem das partes do porco mais óbvias, as bochechas são extremamente saborosas e têm uma textura incrível, depois de cozinhadas lentamente. Sim, há dois requisitos essenciais para que fiquem perfeitas: temperá-las com antecedência e cozinhá-las - ao lume ou no forno - a temperatura baixa ou moderada, no mínimo durante duas horas. O resultado final é delicioso, compensando cada minuto de espera e paciência.

 

Mas antes de passarmos à receita, uma curiosidade:  sabiam que, de acordo com um estudo da FPAS, 52% dos portugueses desconhece a origem da carne que consome? Agora, em relação ao porco, não há que enganar: procurem o selo “porco.pt” no vosso talho ou supermercado, para garantir que compram uma carne de qualidade superior, saborosa e 100% “nossa”.

 

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BOCHECHAS DE PORCO COM CENOURA E VINHO DO PORTO

Para 4/ 5 pessoas

 

1 kg de bochechas de porco

2 cebolas

2 cenouras

4 dentes de alho

2 folhas de louro

150 ml  de vinho do Porto

100 ml de vinho branco

Pimentão doce fumado em pó qb

Pimenta preta qb

Sal qb

Azeite qb

 

De véspera, tempere as bochechas com sal, pimenta preta, pimentão doce, louro, vinho branco e vinho do Porto e um bom fio de azeite. Junte ainda as cebolas partidas em meias-luas, o alho laminado e as rodelas de cenoura. Envolva bem, tape com película e guarde no frigorífico até ao dia seguinte.

Ligue o forno nos 150º. Aqueça um fio de azeite num tacho com tampa que possa ir ao forno. Retire as bochechas da marinada e aloure-as no azeite, até corarem e ficarem "seladas". Verta sobre as bochechas a marinada, envolva bem, tape e leve ao forno entre duas horas a duas horas e meia. De vez em quando, destape e veja a quantidade de líquido, se achar que está a ficar seco, junte um pouco de água. No final, se achar que o molho está demasiado líquido, leve o tacho ao lume, retire um pouco de molho para uma taça, acrescente a esta uma colher de café de amido de milho, desfaça bem e junte de novo ao tacho, mexendo até ficar mais espesso.

Sirva com arroz - eu servi com arroz de curcuma e passas - e uma salada ou legumes cozidos.

 

Post em parceria com a FPAS/ Selo "porco.pt"

11
Dez17

Sugestão de presente caseiro para o Natal [Alperces com chocolate negro]

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Parece-me incrível que faltem apenas duas semanas para o Natal. Normalmente, começo a entrar no espírito da quadra de cada ano fazendo muitos planos: de decoração, de receitas para as festas de família, de presentes comestíveis. Mas depois, os dias começam a atropelar-se e nunca consigo fazer tudo o que tinha idealizado.

 

Este ano, com o atraso das obras que estamos a fazer no nosso apartamento – era suposto já estarem prontas, mas ainda nem sequer sei se poderei acordar no dia de Natal em casa, o que me tem deixado os nervos em franja - os planos ficaram ainda mais em suspenso.

 

Estando a viver em casa de um dos meus irmãos, tenho uma cozinha à minha disposição, mas fazem-me falta as minhas coisas, o meu forno, as minhas formas, os meus utensílios. Digamos que trouxe comigo um kit de sobrevivência, mas estou limitada a receitas mais simples, sobretudo no que toca a bolos e sobremesas.

 

Fazer bolachas, por exemplo, não é muito prático, pois não tenho uma grande área de trabalho. Pelo que andei a pensar numa lembrança de Natal que não exigisse grande “produção”, mas que fosse deliciosa. E aqui está ela: alperces secos banhados em chocolate negro.

 

Aviso já de que são altamente viciantes, por isso sugiro que façam uma dose bem generosa, para poderem ficar com alguns. Pensando bem, nem é preciso o pretexto do Natal e dos presentes para experimentar esta coisa boa: estes alperces com chocolate funcionam na perfeição como um snack ou como um pequeno mimo para acompanhar o café. Yummy!

 

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ALPERCES SECOS COM CHOCOLATE NEGRO

Para 50

 

50 alperces secos – cerca de 400 g

160 g de chocolate negro

 

Forre um tabuleiro com papel vegetal. Leve a derreter o chocolate em banho-maria.

Mergulhe metade de cada alperce no chocolate e coloque a secar sobre o papel vegetal. Repita com os restantes alperces. Deixe secar bem o chocolate antes de guardá-los em frascos ou sacos de celofane.

 

06
Dez17

O peixe que veio do frio [Bacalhau da Islândia à moda da minha mãe]

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Já há muito que queria partilhar convosco uma das receitas de família que me são mais queridas. O “Bacalhau coberto” da minha mãe - e o nome do prato é mesmo assim, curto e simples - é uma instituição. Desde pequena que o vejo a ser servido na véspera de Natal - feito sobretudo a pensar nos mais novos, que torciam o nariz ao bacalhau cozido com todos. Mimos de mãe e de avó.

 

E se é verdade que volta e meia a minha mãe prepara esta receita, é no Natal e nos dias mais frios que esta comida de conforto nos sabe melhor. Desafiada pelo Bacalhau da Islândia a apresentar uma receita onde o fiel amigo fosse a estrela*, lembrei-me então de cozinhar o ‘Bacalhau coberto’, elogiado por todos os que já o provaram. Uma receita que tem atravessado gerações, pois a minha mãe aprendeu a fazê-la com a minha avó paterna.

 

É natural que a minha mãe lhe tenha dado o seu toque pessoal e eu, depois de apontar a receita, decidi também introduzir um ou outro detalhe, que não altera em nada a sua essência: puré, cebolada em azeite generoso, bacalhau cozido lascado, ovo cozido, puré, azeitonas. Ou seja, um empadão de bacalhau, mas que já a minha avó Luísa designava por “Bacalhau coberto”.

 

A qualidade do bacalhau é essencial para a qualidade final da receita e com o Bacalhau da Islândia, não há como não ficar um prato delicioso. Não é à toa que lhe chamam “o melhor bacalhau do mundo”. Pescado de forma sustentável nas águas geladas islandesas e salgado de acordo com o saber transmitido de geração em geração nas aldeias piscatórias desta ilha do norte da Europa, o Bacalhau da Islândia apresenta uma lasca perfeita e um sabor irrepreensível, depois de corretamente demolhado.

 

Um peixe que nos chega de um país frio e cheio de maravilhas naturais (a Islândia está no topo da minha wishlist de viagens), e que vem aquecer as nossas mesas com um mundo de possibilidades em termos de receitas. Este “Bacalhau coberto” é apenas uma das mil e uma formas de cozinhar este ingrediente nobre, e o meu desejo é que que sirva de mote para momentos felizes à volta da mesa.

 

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BACALHAU COBERTO

 

Para 5/6 pessoas

 

Para o puré:

1 kg de batatas descascadas e cortadas aos pedaços

200 g de cenoura descascada e ralada

400 ml de leite meio-gordo

Sal, pimenta preta e noz-moscada qb

1 colher de sopa bem cheia de manteiga

 

Para o recheio:

3 lombos de Bacalhau da Islândia demolhado

4 dentes de alho

2 folhas de louro

1 cebola pequena + 2 cebolas grandes

3 ovos

2 colheres de sopa de pimento vermelho em conserva

Azeite

 

Para finalizar:

1 ovo batido

1 punhado de azeitonas descaroçadas

 

Comece por fazer o puré, usando um robot de cozinha ou uma panela tradicional. Leve a cozer no leite a batata e a cenoura (esta deve ser ralada, para que fique cozida ao mesmo tempo que a batata), temperando com sal, pimenta preta e noz-moscada. Quando estiver tudo bem cozido, junte a manteiga e reduza a puré.

 

Entretanto leve a cozer os lombos de bacalhau com um dente de alho esmagado, uma cebola e uma folha de louro. Noutro tacho com água, leve a cozer três ovos – coloque na água um fio de vinagre para que depois seja mais fácil descascá-los.

 

Numa frigideira ou tacho baixo e largo, coloque um bom fundo de azeite e leve a refogar as restantes cebolas cortadas em meias-luas e os restantes dentes de alho laminados e uma folha de louro. Deixe cozinhar até a cebola estar bem macia e a ficar translúcida.

 

Pré-aqueça o forno nos 180º. Antes de começar a montar o empadão, lasque o bacalhau, eliminando peles e espinhas e descasque e parta os ovos em rodelas.

 

Pincele uma assadeira com azeite e faça uma camada com cerca de metade do puré. Regue com a maior parte da cebolada e faça uma camada com as lascas do bacalhau. Disponha por cima as rodelas de ovo cozido, espalhe tirinhas de pimento vermelho assado em conserva e salpique com mais um pouco da cebolada. Tape com o restante puré.

 

Espalhe por cima algumas azeitonas descaroçadas e pincele com ovo batido. Leve ao forno até sentir que está bem quente, a borbulhar e com uma cor dourada. Sirva com legumes cozidos.

 

Notas:

- Este é daqueles pratos práticos de forno, que pode ser preparado com antecedência e depois é só colocar no forno, sem stress ou cozinha desarrumada;

- Continuo sem cozinha (e sem casa, na verdade). Esta sessão fotográfica foi, por isso, feita em casa dos meus pais. O que, tendo em conta a receita, fez todo o sentido ;)

 

*Post em parceria com Bacalhau da Islândia

 

 

 

 

 

15
Nov17

E o livro já fez 1 ano! [Cheesecake de abóbora e canela]

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É incrível como o tempo passa depressa. No início deste mês fez um ano que o "Estava Tudo Ótimo!" foi lançado.

 

Salvo raras exceções, não sou de saudosismos ou de celebrar datas especiais aqui no blogue - nunca festejei os aniversários do Lume Brando, por exemplo - mas fazer o livro foi um processo tão intenso, tão trabalhoso e tão gratificante, que era impossível a data passar-me ao lado.

 

Assim, e de forma a assinalar o primeiro aniversário deste meu "filho", trago uma receita que podem encontrar no livro, no capítulo dedicado ao outono: um cheesecake húmido e guloso, de abóbora e canela, que invade a cozinha com aromas e sabores aconchegantes.

 

E antes de passarmos à receita, um curto update sobre a minha cozinha nova: atrasada. Na verdade, como já disse aqui, as obras de remodelação que estou a fazer em casa abrangem bastante mais do que a cozinha. E como incluem muitos trabalhos de carpintaria, estes estão a atrasar todo o processo. Espero no início de dezembro já ter novidades...

 

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CHEESECAKE DE CANELA E ABÓBORA

 

Para a base:

200 g de granola (ver receita abaixo)

40 g de azeite extra virgem suave

1 colher de sopa rasa de açúcar mascavado

 

Para o recheio:

4 ovos

400 g de queijo-creme

250 g de queijo mascarpone

Sumo e raspa de 1 laranja

2 colheres de chá de canela em pó

100 g de açúcar mascavado

 

Para o topping:

200 g de doce de abóbora (ver receita)

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Triture num robot de cozinha os ingredientes da base e forre com esta mistura o fundo de uma forma amovível, pressionando bem com os dedos.

Numa taça grande, misture todos os ingredientes do recheio, à exceção dos ovos. Adicione os ovos, um a um, e bata bem até estar tudo bem ligado.

Verta para a forma, sobre a base de granola, e leve ao forno durante cerca de 65 minutos.

Retire do forno e deixe arrefecer na forma.

Coloque a forma no prato de servir, espalhe o doce de abóbora no topo do cheesecake e só depois abra a forma e retire o aro.

 

Nota:

- Com o tempo, as formas de fundo amovível deixam de vedar bem e por vezes as massas do bolo, sobretudo as mais líquidas, escapam-se. Para evitar isso, costumo ‘embrulhar’ a forma por fora com duas camadas de papel de alumínio.

 

GRANOLA

500 g de flocos de aveia grossos

150 g de miolo de amêndoa com pele picado grosseiramente

75 g de miolo de noz picado grosseiramente

75 d de miolo de avelã com pele picado grosseiramente

75 g de pevides de abóbora

75 g de sementes de girassol

60 g de azeite extra virgem suave

60 g de xarope de agave ou mel

 

Pré-aquecer o forno nos 180º.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal.

Numa taça grande, juntar todos os ingredientes secos. Misturar numa tacinha o azeite e o xarope de agave e juntar aos secos, envolvendo bem.

Espalhar no tabuleiro, numa camada mais ou menos uniforme e levar ao forno. Ao fim de 10 minutos, retire do forno e revolva a granola. Volte a colocar no forno e repita esta procedimento mais duas vezes. Ao fim de 30 minutos a granola deverá estar pronta: bem dourada por todo e a postos para ficar ainda ainda mais crocante depois de arrefecer. Guarde em frascos limpos e herméticos.

 

Nota: a base de cheescake é só uma das muitas utilizações que pode dar à granola. A mais comum é juntá-la a fruta e iogurte para um pequeno-almoço cheio de energia, mas dá também óptimas camadas numa sobremesa de colher.

 

DOCE DE ABÓBORA

600 g de abóbora de polpa laranja descascada e limpa

375 g de açúcar

2 clementinas – sumo e raspa

2 vagens de cardamomo - só as sementes

1 pau de canela

 

Triture num almofariz as sementes de cardamomo. Coloque-as num tacho, juntamente com os restantes ingredientes, tudo bem envolvido.

Cozinhe em lume médio até a abóbora estar desfeita e o doce fazer ponto de estrada, mexendo de vez em quando. Retire o pau de canela e guarde o doce em frascos limpos e herméticos. Guarde no frigorífico depois de arrefecido.

 

Nota: por vezes, só nos apercebemos de que o doce passou do ponto, estando demasiado espesso e cristalizado, quando já está no frasco, mas não desanime: coloque de novo o doce na panela e junte água a ferver aos poucos, até ficar com a consistência desejada. Deixe ferver um minuto, desligue e guarde de novo.

06
Nov17

Adoramos a Nossa Gastronomia: o Grande Final [e uma receita de Francesinha]

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A iniciativa “Adoramos a nossa gastronomia com Coca-Cola”, de que já falei aqui no blogue (no final do post encontram os links para os três posts anteriores, com três receitas de cozinha tradicional portuguesa), está quase a chegar ao seu delicioso final.

 

Esta homenagem da Coca-Cola aos melhores sabores de cada região portuguesa culminará num grande evento gastronómico a decorrer no Porto, nos dias 17, 18 e 19 de novembro, nos Jardins do Palácio de Cristal.

 

Como se lembram, a iniciativa dividiu o país em 12 grandes regiões, com o objetivo de identificar, em cada uma delas, qual o prato mais representativo. Para isso, mobilizaram-se vários restaurantes onde eram servidos os pratos a concurso - três por região -  sendo que os clientes dos restaurantes aderentes eram convidados a votar tanto no prato como no restaurante favorito, com vários prémios para os participantes pelo meio.

 

Agora, de 17 a 19 de novembro na Cidade Invicta, vamos poder provar os pratos vencedores de cada região, confecionados pelos restaurantes mais votados. Será uma grande festa gastronómica, com muita música ao vivo e vários showcookings liderados pelo Chef António Vieira, o Chef Embaixador da iniciativa.

 

A entrada tem o valor de €2,5, com oferta de um copo contour, 1 livro de receitas e 1 bebida. Uma vez no recinto, poderá adquirir os pratos que quiser provar nas respetivas bancas.

 

Mas afinal, que pratos da Cozinha Regional Portuguesa vamos poder saborear e que restaurantes estarão presentes? Veja aqui a lista, quase, quase a ficar completa:

 

- Algarve - Cataplana - Restaurante Mar e Serra

- Grande Lisboa -  Bife à Portuguesa - Restaurante O Bitoque
- Sul Tejo Litoral - Choco Frito - Restaurante Tipica o Pescador II
- Açores -Bife à regional - Restaurante Galego
- Madeira - Espetada madeirense - Restaurante Vila da Carne 
- Norte Litoral - Leitão Assado - Restaurante Capri
- Centro Litoral - Bacalhau assado com batatas a murro - Restaurante o Vieira

- Norte interior - Polvo Assado - Restaurante Forno da Rua 

- Sul Tejo Interior - Ensopado de Borrego - Restaurante Raposo 

- Baixo Minho – a revelar em breve!

- Alto Minho – a revelar em breve!

- Grande Porto – a revelar em breve!

 

O Grande Porto - a minha região - foi a última a entrar em concurso e estou curiosa para saber qual o prato vencedor, entre as Tripas, a Francesinha e o Bacalhau à Gomes de Sá. No entanto, como a Francesinha é, dos três, o prato mais emblemático da cidade – sobre o qual há discussões épicas e opiniões acaloradas, desde o melhor sítio onde comê-la à receita mais original – decidi associar a este post uma receita de Francesinha. Foi a segunda vez que me aventurei a preparar este ex-libris da cozinha portuense e, ainda que não tenha ficado tão boa como a minha francesinha preferida - servida na Póvoa de Varzim, com algumas nuances relativamente à tradicional - acho que até não me saí mal de todo (já agora, se quiserem, podem deixar nos comentários qual o melhor sítio, na vossa opinião, para comer uma francesinha!).

 

Aqui fica a minha receita, cujo molho – que é, para mim, aquilo que faz realmente a diferença numa francesinha – foi inspirado num conjunto de receitas que consultei, inclusivamente a que está no site da iniciativa - www.adoramosanossagastronomia.pt e, que fui provando e ajustando até ficar ao meu gosto.

 

Bom apetite!

 

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FRANCESINHA

 

Para 4:

 

8 fatias de pão de forma grossas (de padaria)

4 salsichas frescas

4 linguiças

4 fatias de fiambre

4 bifinhos de vaca finos e tenros

16 fatias de queijo flamengo

2 cebolas médias

Azeite qb

1 folha de louro

1 cubo de caldo de carne

1 frasco de polpa de tomate

1 colher de sopa bem cheia de maizena

1 cerveja mini

30 ml de brandy

30 ml de vinho do Porto

1 caneca de água

1 caneca de leite – p/adicionar aos poucos

Sal qb

Picante (usei piri-piri) qb

Açúcar qb (opcional)

 

Comece por fazer o molho: pique as cebolas e leve a alourar num fundo de azeite com a folha de louro. Junte o caldo de carne e a polpa de tomate e mexa bem. Adicione a cerveja, o brandy, o vinho do Porto e a água e deixe ferver. Desfaça a maizena num pouco de leite e adicione ao molho mexendo sempre. Tempere com sal e o picante. Se achar necessário, vá juntando mais leite e retificando os temperos. Se achar que está ácido, devido ao tomate, junte uma pitada de açúcar. Deixe cozinhar lentamente para o álcool se evaporar. Retire o louro, triture com a varinha mágica e mantenha bem quente.

Entretanto grelhe as linguiças partidas ao meio no sentido do comprimento, as salsichas frescas (comecei por grelhá-las inteiras e depois cortei-as ao meio no sentido do comprimento e grelhei o interior) e os bifes. Mantenha tudo quente.

Aqueça ligeiramente as fatias de pão, para as secar e deixar mais firmes (no forno por exemplo).

Para montar, coloque uma fatia de pão num prato fundo, cubra com uma fatia de fiambre, um bife, duas metades de linguiça e duas metades de salsicha fresca. Cubra com outra fatia de pão, pressione ligeiramente, e forre a sanduíche com 4 fatias de queijo. Cubra com molho a ferver e repita com os restantes ingredientes. Diz a tradição que o queijo deve derreter com a alta temperatura do molho, não sendo necessário forno, no entanto, para que as primeiras francesinhas a serem montadas não arrefeçam, mantenha-as no forno até estarem todas prontas.

 

Mais informação e receitas sobre esta iniciativa:

31
Out17

Doçura ou travessura? [Abóbora assada com queijo de cabra]

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Oh, o admirável mundo novo das abóboras!

 

Em casa dos meus pais, quando era pequena, a abóbora servia apenas para duas coisas: fazer sopa ou fazer doce. O único tipo de abóbora que eu conhecia era aquele que tínhamos no quintal, de grande porte e interior amarelo claro, que agora sei chamar-se ‘porqueira’. Só quando comecei a interessar-me mais pela cozinha e criei o blogue é que descobri que havia mais variedades e muitas outras utilizações culinárias, como purés, assados, gratinados e até bolos.

 

As abóboras conservam-se durante muito tempo após serem apanhadas e ainda que comecem a aparecer no verão, é no outono que elas mais brilham, não fosse esta a estação do Halloween. Mas não é de bruxas ou de morcegos que esta receita fala, ainda que hoje seja 31 de outubro. Aliás, de assustadora não tem nada: são poucos os ingredientes que pede e é muito, muito fácil de fazer.

 

Pensando bem, talvez a abóbora assim preparada tenha, afinal, um poder mágico: o da comida de conforto que delicia e apetece partilhar.

 

Feliz Halloween!

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ABÓBORA ASSADA COM QUEIJO DE CABRA

Para 4 pessoas, como entrada ou refeição leve

 

1 abóbora manteiga
120 g de queijo de cabra
1 colher de sobremesa de azeite
Sal qb
Pimenta preta qb
Ervas da Provença qb (ou outras ervas aromáticas a seu gosto)
Pevides de abóbora e nozes qb para polvilhar
Rúcula para servir

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Lave a abóbora e corte-a ao meio ao comprimento.
Retire os filamentos das cavidades, descarte-os, mas reserve as pevides.

Numa taça, coloque o azeite, as especiarias, uma pitada de sal (não se esqueça que o queijo de cabra já tem sal) e pimenta.

Mexa bem e barre as metades de abóbora com esta mistura. Coloque-as numa assadeira, viradas para cima e leve-as ao forno entre 45 minutos a 1 hora.

Entretanto, limpe as pevides, seque-as e leve-as ao forno sobre papel vegetal, durante cerca de 10 minutos (algumas vão estourar tipo pipocas, não se assuste!). Retire e deixe arrefecer.

Quando a abóbora estiver praticamente pronta (uma faca, quando espetada, deve entrar sem qualquer resistência na polpa da abóbora), retire do forno e espalhe o queijo pelas duas metades (se nas cavidades se tiver concentrado muito líquido, escorra-o com cuidado antes de colocar o queijo). Leve de novo ao forno a gratinar por uns 10 minutos.

Retire, tempere com mais um pouco de pimenta preta acabada de moer e espalhe as pevides e os pedacinhos de miolo de noz.

Sirva bem quente com uma salada de rúcula (no final, experimente comer a casca: é deliciosa!)

 

[Texto e receita publicados no jornal Observador em outubro de 2015] 

 

 

 

 

19
Out17

Se a vida te der limões [Bolo chiffon de limão + Lemon curd]

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Já contei aqui, e quem me segue nas redes sociais já se apercebeu, que estou a fazer obras em casa. Tenho falado mais na cozinha - afinal essa é a divisão mais importante da casa, certo? - mas na verdade, estamos a remodelar toda a área social do apartamento. E já sabem como são as obras, ou pelo menos 99% delas: demoram sempre mais do que o planeado. Não que fosse suposto estarem prontas neste momento, mas começo a convencer-me de que se no Natal tiver a casa como deve ser, já vai ser maravilhoso. 

 

Isto para dizer que continuo sem a "minha" cozinha. E tenho quase toda a loiça e acessórios encaixotados. Fica por isso mais difícil conseguir partilhar receitas novas. No entanto, era obrigatório mostrar-vos este bolo e dar-vos a receita, depois do sucesso que fez na minha ida ao programa A Praça, da RTP, esta semana, em que levei várias sugestões onde o limão era o ingrediente em destaque.

 

O bolo "chiffon", apesar do nome afrancesado, é um estilo de bolo que nasceu nos Estados Unidos. Arrisco-me a dizer que terá sido batizado assim por ser um bolo com uma textura leve, tal como o tecido chiffon. É leve, fofo e húmido ao mesmo tempo.

 

Por cá, o bolo chiffon de chocolate é bastante popular, mas o de limão é menos falado. Comparei várias receitas, com mais ou menos diferenças entre si, e fiz alguns testes até chegar a esta versão. Uma das características deste bolo é levar óleo vegetal, que decidi substituir por azeite, e ainda água ou leite, o que também contribui para lhe dar humidade. A "fofura" é garantida pelas claras em castelo.

 

É daqueles bolos ótimos para o lanche ou para um pequeno-almoço especial e dispensa coberturas ou decorações. Claro que se tiverem em casa, como era o meu caso, lemon curd, podem sempre servir com uma colherada deste doce viciante. Eu decidi fazer um bolo pequeno, mas se optarem por um maior, podem sempre dobrar a receita, ajustando os tempos de cozedura.

 

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BOLO CHIFFON DE LIMÃO

Para uma forma pequena de buraco, com 16 cm de diâmetro na parte mais larga

 

2 ovos L à temperatura ambiente

75 g de farinha sem fermento

90 g de açúcar

50 ml de azeite extravirgem suave

50 ml de água

1 limão - sumo e raspa

1 colher de chá bem cheia de fermento

1 colher café de extrato de baunilha (opcional)

 

Pré-aquecer o forno nos 170º.

Untar muito bem uma forma pequena de buraco.

Separar as gemas das claras.

Bater as claras em castelo. Reservar.

À taça das gemas juntar o azeite, a água, o sumo e a raspa de limão e a baunilha. Misturar bem.

Juntar o açúcar e peneirar para a taça a farinha e o fermento. Envolver.

Envolver por fim as claras em castelo.

Verter para a forma e levar a cozer durante cerca de 20-25 minutos.

Ir espreitando e fazer o teste do palito para ver se está pronto.

 

No programa, fiz a minha receita de lemon curd, na sua versão "otimizada". Aqui está ela:

 

LEMON CURD

 

2 ovos L

100 ml de sumo de limão

140 g de açúcar

50 g de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de sopa de raspa de limão

 

Num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o açúcar e o sumo de limão. Leve ao lume médio, mexendo sempre com um batedor de varas, para não ganhar grumos, até engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme não demasiado espesso, uniforme e brilhante, que irá ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de limão. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, até a manteiga estar bem derretida e bem distribuída pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico até usar. Conserva-se bem tapado no frigorífico cerca de 15 dias.

 

22
Set17

Continuamos a adorar a nossa gastronomia com Coca-Cola [e um prato vencedor]

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Já aqui vos tinha falado na iniciativa "Adoramos a nossa gastronomia com Coca-Cola", que pretende divulgar e valorizar a nossa cozinha tradicional tão rica, nomeadamente junto dos mais novos, que muitas vezes sentem o nosso património gastronómico como algo distante, perdido algures no tempo dos seus avós.

 

Este longo roteiro pelo melhor que se cozinha em cada região de Portugal, começou em junho no Algarve, e aproxima-se da região final, que será o Grande Porto, cidade que acolherá o evento final.

 

Neste post antigo do blog, protagonizado pelas Lulinhas à Algarvia, ou neste aqui, onde brilhou o Polvo à moda dos Açores, podem saber mais sobre a mecânica desta ação, que irá identificar o prato mais representativo de cada região, através do voto popular.

 

Curiosos para conhecerem os pratos vencedores até agora? Aqui vai a lista dos mais votados por região:

 

Algarve - Cataplana

Grande Lisboa -  Bife à Portuguesa

Sul Tejo Litoral - Choco Frito

Açores - Bife à regional 

Madeira - Espetada madeirense 

Norte Litoral - Leitão Assado

Centro Litoral - Bacalhau assado com batatas a murro

 

E é uma receita de bacalhau assado com batatas a murro que trago hoje. À falta de brasas, assei-o no forno. E as batatinhas a murro também têm um truque, para demorarem menos.

 

Mas antes de passarmos à receita, relembro que ainda podem votar e até ganhar prémios com a vossa participação, nos pratos das seguintes regiões: Norte Interior, Baixo Minho, Alto Minho e Grande Porto. Informem-se sobre as respetivas datas, quais os pratos a concurso, quais os restaurantes aderentes e como participar em adoramosanossagastronomia.pt

 

coca-cola-bacalhau_7.JPG

BACALHAU ASSADO COM BATATINHAS A MURRO

Para 2

 

2 lombos de bacalhau demolhado

Cerca de 10 batatas pequenas para assar

1 molho de grelos ou espinafres

6 dentes de alho

2 ou 3 hastes de salsa

Sal qb

Pimenta preta qb

Azeite qb

Vinagre qb

 

Numa taça, faça uma dose generosa de molho com azeite, alguns dentes de alho picados, sal e pimenta preta acabada de moer.

Lave bem as batatas e leve-as a cozer numa panela com água a ferver temperada com sal.

Pré-aqueça o forno nos 200º.

Num pirex, coloque um fundo do molho de azeite preparado, disponha os lombos de bacalhau, regue com mais um pouco desse azeite aromatizado e leve ao forno durante cerca de 25 minutos ou até o bacalhau começar a querer lascar.

Entretanto lave e seque bem os grelos os os espinafres. Se usar espinafres salteie-os na frigideira com um fio de azeite e alho picado, temperando-os com um pouco de sal. Se usar grelos, coza-os primeiro, escorra-os bem e salteie-os da mesma forma que faria com os espinafres.

Entretanto escorra as batatas, dê-lhes um pequeno "murro", coloque-as numa assadeira e tempere-as com o molho de azeite preparado no início da receita. Junte um pouco de vinagre e salsa picada, envolva bem e leve-as ao forno até aloirarem.

Emprate todos os elementos, regue com mais um fio de azeite, se achar necessário, e sirva. 

 

Nota: quem me segue pelo facebook sabe que a minha cozinha está em obras. Tem sido uma aventura e estou em pulgas para ver o resultado final. Esta receita foi por isso confecionada e fotografada noutra cozinha (mais uma aventura!) Estejam atentos ao fb e ao Instagram do Lume Brando, onde vou dando conta de como as obras estão a correr e onde mostrarei alguns detalhes da cozinha nova ;)

 

23
Ago17

Memórias da Grécia [e uma receita de Café Frappé]

cafe-frappe.jpg

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Dentro de pouco tempo, não vou mudar de casa, mas vou mudar parte da casa (incluindo a cozinha, iupi!). Isso tem-me obrigado a encaixotar muita coisa, incluindo quilos  - serão toneladas? - de loiça. Outra coisa que tive de empacotar temporariamente foram as dezenas de revistas e mais de cem livros de cozinha que andavam espalhados por várias divisões do apartamento e que, depois da empreitada, irão para uma estante como deve ser. De vez em quando, folheava as revistas para ver se valia mesmo a pena ficar com elas.

 

E foi num desses momentos, entre caixas de cartão, plástico bolha e fita-adesiva, que dei de caras, numa revista do Jamie, com uma receita de 'café frappé' - a bebida que me remete para a viagem que fiz à Grécia nos meus tempos de universitária. O calor que tem estado pede bebidas frescas e o achado vinha mesmo a calhar. Separei a revista, não para a descartar, mas para experimentar de imediato a receita - prepara-se em dois minutos!

 

Lembro-me que pouco depois dessa viagem a Atenas, no âmbito de um congresso do Forum for European Journalism Students (FEJS) e que incluiu uma escapadela à pitoresca ilha de Hidra, a cerca de duas horas de barco da capital, tentei replicar o "café frappé" que tinha bebido numa esplanada junto ao porto de Piréus, e que me soube pela vida. Mas fiz a olho e a experiência não correu lá muito bem. Passados mais de vinte anos, penso: "Mas isto não tem nada que saber! Como pude esperar tanto tempo para voltar a fazer um café frappé?!". A verdade é que ia fazendo 'mazagran' e até tenho uma receita desta bebida no livro.

 

Mas diz o ditado que mais vale tarde do que nunca, certo? Certo, por isso aqui fica a receita para um 'café frappé' delicioso, que se prepara, tal como o café que a receita pede, de forma... instantânea! Peguei na receita da Jamie Magazine e alterei apenas as quantidades, de forma a obter uma maior quantidade de bebida, e acrescentei limão. Eu prefiro esta bebida sem leite, acho mais refrescante, mas se quiserem juntar leite, reduzam um pouco a quantidade de água e substituam por leite bem fresco - neste caso, omitam o limão.

 

Esta é uma das bebidas favoritas dos gregos (e dos turcos) no verão, ainda que hoje se sirva um pouco por todo o mundo. Terá sido inventada por um colaborador da empresa grega que representa a marca Nestlé, em 1957, durante uma feira comercial na cidade de Salónica. Dimitris Vakondios não terá encontrado água quente para o seu Nescafé e decidiu misturá-lo com água fesca e usar o shaker que havia no stand para preparar uma bebida achocolatada que a marca estava a lançar no certame: nascia assim o Caffé Frappé.

 

cafe-frappe-mix2.jpg

 

CAFÉ FRAPPÉ

Para 3 copos com cerca de 300 ml de capacidade

 

750 ml de água

4 colheres de chá de café em pó instantâneo (tipo Nescafé ou Mokambo)

4 colheres de chá de açúcar amarelo (ou a gosto)

Gelo (cerca de 20 cubos)

Rodelas de limão (opcional)

 

Num frasco grande com tampa (ou num shaker), coloque o gelo, o café, o açúcar e a água. Tape e agite energicamente, durante vários segundos, até o açúcar se dissolver e se tiver formado bastante espuma (no meu caso, a espuma desapareceu rapidamente, talvez por ter usado um frasco em vez de um shaker e de não ter adicionado leite). Prove, retifique o açúcar, se necessário, e divida pelos copos, onde já colocou metade de uma rodela de limão. Adicione mais gelo, se achar necessário, e sirva de imediato.

 

09
Ago17

Saboreia a vida [Cheesecake de caramelo, chocolate e coco]

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Na minha família celebram-se sempre os aniversários. No caso dos miúdos, a festa é alargada e chegamos a ser quase quarenta cá em casa. No meu caso e no do Gonçalo, nem sempre fazemos algo tão grande, mas há pelo menos um almoço com pais, irmãos e sobrinhos.

 

Nestas alturas, e apesar de gostar muito de cozinhar, escolho sempre receitas que respeitem três critérios: serem fáceis e rápidas de confecionar, renderem bastante e serem consensuais, ou seja, que os sabores agradem ao maior número de pessoas possível.

 

Desafiada pela Nestlé para desenvolver uma receita com o seu Leite Condensado Cozido Magro, no âmbito do seu conceito #saboreiavida, aproveitei o mais recente aniversário da família para fazer um cheesecake que já andava na minha cabeça há muito tempo. A ideia era juntar chocolate ao sabor caramelizado do leite condensado e dar-lhe ainda o toque subtil do coco: três sabores que julgo combinar e agradar à maioria.

 

Quando a Nestlé me enviou o produto, não resisti e abri logo uma lata, pois nunca tinha provado o leite condensado magro. Surpreendentemente, não notei nenhuma diferença no sabor, é igualmente delicioso!

 

No entanto, a primeira versão que fiz não me convenceu: para além de queijo quark, usei iogurte natural, mas os iogurtes deixaram uma acidez na sobremesa que para mim não combinava com o caramelo do leite condensado. Experimentei então usar queijo mascarpone. E não é que ficou perfeito?

 

Uma receita que cumpriu de forma exemplar os requisitos para entrar na minha lista de sobremesas para festa ou, simplesmente, para um “dia doce”: para além de ser muito prática (é preparada com antecedência, o que me deixa livre para fazer outras coisas mais próximo do grande momento), rende muitas fatias e, last but not least, tem um ótimo sabor e uma textura maravilhosa.

 

Na próxima festa ou convívio que tiverem, experimentem servir este cheesecake de caramelo, chocolate e coco. Tenho a certeza de que também aí em casa vai ser um sucesso!

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CHEESECAKE DE CARAMELO, CHOCOLATE E COCO

 

240 g de bolacha Maria integral

130 g de manteiga derretida

2 colheres de sopa de coco ralado

1 lata de Leite Condensado Cozido da Nestlé

500 g de queijo Mascarpone

250 g de queijo Quark

5 folhas de gelatina

1 pitada de sal

40 g de chocolate negro

Leite q.b.

Raspas de chocolate negro e lascas de coco para decorar/servir

  

Comece por preparar a base de bolacha: pique grosseiramente as bolachas, junte-lhes a manteiga derretida e o coco ralado e envolva bem.

Forre com esta mistura o fundo de uma forma redonda de fundo amovível com cerca de 26 cm de diâmetro (se usar uma forma mais pequena, pode reduzir um pouco as quantidades da base de bolacha).

Coloque a gelatina a hidratar num prato fundo com água.

Com a batedeira elétrica, bata bem o leite condensado cozido. Junte os queijos e bata bem até obter uma mistura uniforme e macia.

Junte uma pitada de sal e, por fim, a gelatina entretanto escorrida e derretida. Misture bem.

Verta para a forma e alise com uma espátula.

Parta o chocolate aos pedaços e leve a derreter numa tacinha no micro-ondas com cerca de 2 colheres de sopa de leite. Mexa bem e se achar que está muito espesso junte mais um pouco de leite.

Verta o chocolate de forma livre no topo do cheesecake – use um palito para espalhar o chocolate e dar-lhe umas formas irregulares.

Tape a forma com película aderente ou papel de alumínio e leve ao frio, idealmente de um dia para o outro. Retire do frio imediatamente antes de servir.

Pode decorar o cheesecake, ou cada fatia, com raspas de chocolate e lascas de coco.

 

 

Post em parceria com a Nestlé

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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